sábado, 19 de maio de 2012



Ouvi as gotas do tempo escoando seus preciosos segundos de vida. A cada pingar dos seus tão vívidos e universais tic-tacs fui tornando-me repleto, repleto de ausências. Percebi em algum canto escondido que todos somos, todos nós, repletos das ausências de amores e dissabores. Sempre fui nostálgico, exceto por aqueles momentos em que vaguei fora de mim.   Andei por pensamentos programados do subconsciente da rotina e contemplei nestes segundos, os mui narcisos, todos eles afogados em si mesmos. Procurei além e vi, surgindo como nuvens, milhares dos números, das leis e teoremas da verdade. Costurei os lábios. Calei os pensamentos... Fui dominado por surtos de irreflexo. 

Passeei entre corpos de semideuses, movidos pelo fôlego de "sei lá o quê". Senti-me vivo ao contemplar a beleza dos passos, do ritmo, da disciplina que carregavam os teus corpos cheio de vida e risos. Tomei banhos de luz, na presença 3,75587 sóis e senti as cores do meu verde azulado, musgo, cana, mar tornado-se a cada  irradiar, mais forte!