domingo, 11 de março de 2012




Rasguei os pacotes e sacos planejados pelos diretores do mundo, da forma, do belo! Juntei, aos poucos, cacos... cacos de mim, espalhados por todos os cantos da minha sala e montei figuras psicodélicas e desajeitadas, tentativa vã de descrever-se aos que não sabem ler, ver e nem ouvir. Busquei o conforto do sangue, mas foi nos amigos que encontrei a verdadeira vontade de estar e de ser. A depressão naturalizada dos tempos da desinformação e da instantaneidade perfundiu minhas palavras, textos, pensamentos, memórias, lembranças. Senti frio... Senti a agressividade das palavras, das frases sentenciadas à morte por mim e a vil delicadeza das atitudes. A tal raiva naturalizada!!! 

Tomei doses e doses de coragem em companhia daqueles que não me deram conforto. Senti então as mil verdades trazidas dos momentos de embriaguez. Vi a coragem, não no pulso, mas nas palavras e desejei diante das sentenças não faladas, os copos e as garrafadas de não sobriedade.

2 comentários:

Diego disse...

Você tem uma forma de escrever que me chamou muito atenção. O uso de metáforas, o jogo com as palavras.
Acredito que, às vezes, no caos, encontramos sim uma maneira de voltarmos a nós ou, até mesmo, encontrarmos a nossa essência.

Ed disse...

Fernando Pessoa, em seu poema Tabacaria escreve: “Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (yesssss) Mas uma pergunta nos persegue e quase sempre nos tira o sono... "e a tal felicidade?"